A PUREZA DO MOVIMENTO PENTECOSTAL
Texto Áureo: At. 1.8 – Leitura Bíblica: At. 2.1-4; 14-17.
Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
INTRODUÇÃO
Nem
todo movimento que se diz pentecostal verdadeiramente o é. Atualmente
testemunhamos o avanço dos movimentos que se dizem neopentecostais, mas
que não passam de pseudopentecostalismo, pois nada tem a ver,
biblicamente e historicamente, com o genuíno movimento pentecostal. Na
aula de hoje estudaremos a respeito dos fundamentos bíblico-históricos
do movimento pentecostal. A pergunta crucial é: afinal, o que quer isso
dizer? (At. 2.12).
1. PENTECOSTAL, O QUE QUER ISSO DIZER?
O
termo pentecostal passou a ser usado em 1907, na Grã-Bretanha, pelas
igrejas tradicionais para se referirem aos crentes que aderiram ao
recebimento do batismo no Espírito Santo com evidência de falar línguas,
em consonância com At. 2.1-13, texto bíblico no qual lemos a narrativa
lucana sobre o derramamento do poder prometido por Jesus (At. 1.8), por
ocasião do dia de Pentecostes, a fim de que os crentes testemunhassem de
Cristo sob o poder do Espírito Santo. Nos dias atuais, o crente
considerado pentecostal é aquele que acredita no batismo no Espírito
Santo enquanto experiência distinta do novo nascimento, manifestado
visualmente pelo falar em línguas (glossolalia) e na contemporaneidade
dos dons sobrenaturais do Espírito Santo (I Co. 12-14). O
pentecostalismo, por conseguinte, defende que os crentes dos dias
hodiernos podem e devem passar pela experiência do batismo no Espírito
Santo pós-conversão. A expressão Pentecostalismo Clássico passou a ser
usada na década de 60, nos Estados Unidos, para distinguir as primeiras
igrejas pentecostais, dissidentes das igrejas tradicionais históricas,
distinguindo-as das igrejas neopentecostais e da renovação carismática
católica. O termo clássico diz respeito à antiguidade ou pioneirismo
histórico desse movimento, que, em seus fundamentos bíblico-teológicos,
diferencia-se consideravelmente tanto do neopentecostalismo quanto da
renovação carismática.
2. FUNDAMENTO BÍBLICO-HISTÓRICO
Ainda
que as igrejas tradicionais e históricas tenham tentado negar a
atualidade do falar em línguas e dos dons espirituais, os fundamentos
bíblicos para o pentecostalismo se mostram contundentes. No dia de
pentecostes, em At. 2, ao serem cheios do Espírito Santo, os discípulos
de Jesus falaram em línguas. Na casa de Cornélio, os gentios falaram em
línguas e glorificaram a Deus (At. 10.46). Posteriormente, o próprio
Pedro reconheceu a legitimidade daquele evento, afirmando que Deus havia
derramado o Espírito santo sobre os gentios na casa daquele centurião
romano (At. 11.15). Em Éfeso, os crentes foram batizados e tanto falavam
em línguas como profetizavam (At. 19.1-6). Ao longo da história, vários
irmãos experimentaram a glossolalia, isto é, o falar em línguas. Por
isso, a repetibilidade dessa experiência, ao longo do tempo, e nos dias
atuais, não é mero emocionalismo, antes se trata de uma realidade
fundamentada na Sagrada Escritura. A análise histórica nos demonstra que
homens e mulheres de fé, embasados pela Palavra de Deus, defendiam e
testemunhavam o sobrenatural do Espírito, ressaltando sua
evidencialidade, dentre eles destacamos: Justino Mártir (100-165),
Irineu de Lyon (115-202), Teófilo de Antioquia (?-181), Tertuliano
(160-220), Orígenes (180-254), Eusébio de Cesaréia (260-340), João
Crisóstomo (304-407), Agostinho (354-430), Gregório o Grande (540-604),
Simeão, o Novo Teólogo (949-1022), Hildegard de Bingen (1098-1179),
Gregório Palamas (1296-1359), Francisco de Assis (1182-1226), Inácio de
Loyola (1491-1556), Martinho Lutero (1483-1546), Jonathan Edwards
(1703-1758) e John Wesley (1703-1791)
3. O MOVIMENTO PENTECOSTAL MODERNO
No
século XX surge o Movimento Pentecostal Moderno e Clássico, no qual se
insere a Assembléia de Deus. Nos Estados Unidos, em 1900, um pregador
americano, cujo nome era Charles Fox Parham, convenceu-se que o falar em
línguas estranhas era a evidência inicial do Batismo no Espírito Santo.
Ele começou o Apostolic Faith Moviment (Movimento da Fé Apostólica) e
fundou o jornal com esse mesmo nome. Nesse período, mais especificamente
em 1905, William Seymour, um negro americano, cego de um olho, se
juntou à Escola Bíblica de Parham e passou a defender o movimento
pentecostal. Como resultado, Seymour fundou, em Houston, estado do
Texas, uma Escola Bíblica, que ocupou papel importante no avivamento
pentecostal americano. Em 9 de abril de 1906 o próprio Seymour recebeu o
Batismo no Espírito Santo e passou a dirigir cultos em um templo
abandonado da Igreja Metodista Episcopal Africana, na Rua Azuza, 312. O
movimento da Rua Azuza foi tão forte que chamou a atenção de jornais da
época que enviaram seus repórteres para descreverem os fatos. O poder de
Deus era intenso, dominados pelo desejo de santidade, os irmãos e irmãs
pentecostais, experimentavam manifestações sobrenaturais. Um jornal da
época assim declarou: “as reuniões iniciavam às dez da manhã e não
paravam antes das dez ou doze horas da noite, e algumas vezes iam até as
duas ou três da madrugada, porque muitos eram curados de suas
enfermidades e outros eram cheios do Espírito Santo e poder de Deus”.
Esse movimento estimulou a obra missionária, pois, em cumprimento à
comissão de Jesus, de At. 1.8, havia um anelo pelo Batismo no Espírito
Santo, a fim de levar a mensagem de Cristo às nações.
CONCLUSÃO
Imbuídos
do anelo missionário, em 1910, desembarcaram, em Belém do Pará, dois
missionários suecos, Gunnar Vingren e Daniel Berg, procedentes dos
Estados Unidos, que passam a pregar a doutrina pentecostal na Igreja
Batista de Belém. A mensagem puramente pentecostal, apresentada por
esses pioneiros, continua a ser reproduzida nos lábios de todos aqueles
que professam essa mesma fé: Jesus cristo salva, batiza no Espírito
Santo, cura e voltará para arrebatar a Sua igreja.
BIBLIOGRAFIA
ARAÚJO, I. de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
OLIVEIRA, J. de. Breve história do movimento pentecostal. Rio de janeiro: CPAD, 2003.
_________________________________________
AULA ONLINE COM O PR. LUIZ HENRIQUE