AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA!
Texto Áureo: Is. 44.3 – Leitura Bíblica: At. 19.1-6,11,12,18,19
Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
Objetivo: Mostrar a
igreja que o avivamento somente é possível quando esta se volta ao
estudo sistemático e à obediência incondicional à Palavra de Deus.
INTRODUÇÃO
A
Igreja de Jesus Cristo deve viver em avivamento constante. Cientes
dessa verdade, estudaremos, na lição de hoje, os fundamentos bíblicos
para que Deus avive a Sua obra no meio do Seu povo. No início da aula,
definiremos o que significa avivamento, em seguida, atentaremos para
alguns exemplos de avivamentos na história de Judá, por fim, em virtude
da confusão que impera em alguns arraiais evangélicos, faremos a
distinção entre o que é e o que não é um avivamento genuíno.
1. DEFINIÇÃO DE AVIVAMENTO
Nos
dicionários de Língua Portuguesa, o termo avivamento vem do verbo
“avivar”, que significa: “tornar mais vivo, estimular, tornar mais
nítido, ativo e intenso” (Aurélio). Não encontramos na Bíblia a palavra
"avivamento", apenas o verbo “avivar”, usado com bastante frequência. Em
I Rs. 17.22 a palavra hebraica é shub, que se refere ao ato de
fazer voltar à vida algo que se encontrava morto ou simplesmente,
renovar ou restaurar. Na célebre oração de pedido de avivamento de Hc.
3.2, a palavra hebraica é chaiah, cujo significado é viver, ter
vida, permanecer vivo, sustentar a vida, viver prosperamente, viver
para sempre, reviver, estar vivo, ter a vida ou a saúde recuperada.
Existem dois outros textos clássicos em hebraico que se referem a esse
ato, ambos com a palavra chaiah, são Sl. 85.6 (avivamento corporativo) e Is. 57.15 (avivamento pessoal).
2. EXPERIÊNCIAS DE AVIVAMENTOS
Em
II Cr. 34 lemos a respeito de um grandioso avivamento na história de
Judá, nos tempos do rei Josias. Esse monarca foi despertamos para
restaurar a vida espiritual do povo judeu, a partir da reforma do
templo. Quando a reforma estava sendo feita, o sumo sacerdote Hlquias
encontrou o Livro da Lei que se achava perdido (II Cr. 34.8-17). Quando a
Torah foi lida, o rei teve o coração quebrantado, rasgou as suas
vestes, externou a sua tristeza (II Cr. 34.19) e conscientizou-se do
pecado do povo contra o Senhor (II Cr. 34.20,21), percebendo que o
julgamento divino sobreviria sobre a nação. A consciência do pecado,
através da Palavra de Deus, resultou em avivamento espiritual, pois
diante da Lei, os judeus se voltaram para o Senhor (II Cr. 35.18). Outro
exemplo de avivamento através da Palavra de Deus se encontra no
capítulo 8 do livro de Neemias. Esdras leu a Lei diante do povo e isso,
certamente, os levou à fé, pois a fé vem pelo ouvir (Rm. 10.17), e,
ouvindo a Palavra, o Espírito produz, em nós, a santidade (Gl. 5.22).
Por isso, Jesus orou, em Jo. 17.17, “santifica-os na verdade”. A
respeito desse texto, consideremos os seguintes pontos: 1) Esdras reuniu
a todos, não apenas alguns, contanto que fossem capazes de entender
aquilo que haveria de ser exposto (v. 2), mas antes, ele direcionou o
povo à oração, quando todo povo disse “amém” (v. 6). Ele leu com
distinção, isto é, de modo que todos pudessem ouvir com nitidez. Em
seguida, após essa leitura com clareza, ela expunha o sentido para que
as pessoas compreendessem (v. 8); 2) como resultado da leitura e
exposição da Palavra, o povo entristeceu-se e sentiu vergonha dos seus
pecados diante de Deus, o clamor foi tal que Esdras e Neemias precisaram
instruir o povo a que se regozijassem perante o Senhor; e 3) O povo,
então, tomou a decisão de obedecer a Palavra de Deus (v. 17), e, após
ouvir os ensinamentos do Senhor, “houve muita alegria” (v. 18). Esse é o
percurso bíblico do verdadeiro avivamento, parte da leitura e exposição
da Bíblia, sob a oração, debaixo da unção do Espírito Santo
3. O AVIVAMENTO GENUÍNO
Inicialmente,
vejamos o que não é avivamento: 1) O avivamento não é uma série de
encontros especiais para orações, cruzadas evangelísticas, conferências,
exposição bíblica, isto é, não é uma criação da igreja por meio de
planejamentos e encontros especiais; 2) O avivamento não é algo
passageiro que começa num dia e termina no outro, assim, não se pode
pensar que uma noite de êxtase espiritual (ou emocional) seja um
avivamento, que, na verdade, é algo duradouro; 3) O avivamento não é
necessariamente uma questão de milagres, de fenômenos sobrenaturais ou
mesmo de “sinais e maravilhas”, isso porque a existência de tais, não
garante fidelidade às verdades básicas das Sagradas Escrituras; e 4) O
avivamento não é evangelismo, esse sim, é resultante do avivamento, se
pensarmos que cruzadas é sinônimo de avivamento, podemos achar que
podemos fazê-lo por esforços próprios, através de atividades
evangelisticas. As características de um avivamento genuinamente bíblico
são as seguintes: 1) percepção da presença de Deus – isso é claramente
revelado em At. 2 e em Hc. 3.2 onde o profeta reconhece “Deus veio”, é
uma experiência marcante; 2) disposição incomum para ouvir a Deus –
devemos lembrar que o avivamento é uma resposta de fé, e essa, vem pelo
ouvir a Palavra de Deus (Rm. 10.17); 3) convicção profunda do próprio
pecado – vejamos o que aconteceu com o profeta Isaias, diante da
manifestação do poder de Deus (Is. 6.3-5); e 4) quebrantamento que leva à
obediência em alegria (Nm. 8.17,18).
CONCLUSÃO
O
avivamento é fundamental a sobrevida da igreja local, para isso, alguns
valores precisam ser resgatados, especialmente, a oração – como o
catalisador do avivamento; e o ensino da Palavra - como o combustível do
avivamento. Após a celebração do Centenário da Assembléia de Deus no
Brasil, resta-nos pensar no futuro da igreja. Não podemos esquecer que
dependemos de Deus, sem Ele nada podemos fazer, a igreja é serva da
Palavra de Deus, e diante desta deve sempre se dobrar. Assim como
Habacuque, oremos para que o Senhor avive a Sua obra entre nós (Hb.
3.2).
BIBLIOGRAFIA
AMSTRONG, J. O verdadeiro avivamento. São Paulo: Vida, 2001.
HORTON, S. O avivamento pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
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