A EFICÁCIA DO TESTEMUNHO CRISTÃO
Texto Áureo: At. 1.8 – Leitura Bíblica: Mt. 5.13-16; Rm. 12.1,2
Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
Objetivo: Mostrar aos
alunos que não fomos chamados apenas para usufruir dos benefícios da
salvação, mas também para testemunhar do Salvador a um mundo que jaz no
Maligno.
INTRODUÇÃO
O
mundo jaz no Maligno, por isso, resta a igreja a tarefa de testemunhar,
em tal contexto, do evangelho de Cristo. Na aula de hoje atentaremos
para a importância do testemunho cristão eficaz. A principio,
ressaltaremos o caráter da igreja nesse particular, já que foi enviada
por Jesus para tal. Em seguida, meditaremos sobre a igreja, enquanto sal
da terra e luz do mundo, salgando e iluminado o mundo. Ao final,
destacaremos que o amor é fundamento para o testemunho cristão eficaz.
1. TESTEMUNHAR, UMA TAREFA DA IGREJA
O
verbo testemunhar, no grego, é martyreo que significa “confirmar,
testificar de algo a partir da experiência”. Testemunho (martyria em
grego) denota o ato de testificar ou do próprio conteúdo a partir de uma
convicção (Jo. 3.11, 32; 5.31; I Jo. 5.9,10; II Jo. 12; Ap. 1.2). No
Novo Testamento, o testemunho está relacionado a Deus e a Jesus (Mc.
13.9), no tocante à igreja, essa não pode se envergonhar de testemunhar
de nosso Senhor (Mt. 24.14; At. 4.33; I Co. 1.6; 2.1; II Tm. 1.8). Isso
porque Jesus é “o testemunho” (I Tm. 2.6), Ele é a Verdade (Jo. 14.6), o
Único Mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2.5), e em nenhum outro há
salvação (At. 4.12), o próprio Pai confirma que o testemunho de Cristo é
verdadeiro (Jo. 8.12-18). Assim como Jesus foi enviado do Pai para dar
testemunho, Ele também envia a Sua igreja, a fim de que essa dê
testemunho dEle (Jo. 20.21). Mas antes que os primeiros discípulos
iniciassem o testemunho a Seu respeito, fazia-se necessário que esses
permanecessem em Jerusalém, até que fossem revestidos do poder do alto
(Lc. 24.49). Jesus lhes prometeu que eles receberiam poder, ao descer a
virtude do Espírito Santo, a fim de que fossem testemunhas, em
Jerusalém, Judéia e Samaria, e até os confins da terra (At. 1.8). Essa é
a tarefa de Igreja, testemunhar da morte e ressurreição de Cristo,
proclamando a realidade do pecado, conclamando as pessoas ao
arrependimento (Lc. 24.47), a fim de que sejam retirados das trevas para
a Sua maravilhosa luz (I Pe. 2.9). A obra missionária é tarefa
exclusiva da igreja, essa não pode ficar circunscrita às quatro paredes,
mas deve obedecer ao Senhor, fazendo discípulos em todas as nações (Mt.
28.19,20), levando o evangelho a toda criatura, quem crer e for
batizado será salvo, mas quem não crer será condenado (Mc. 16.15).
2. A IGREJA, SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO
No
contexto do Sermão do Monte, ou mais especificamente, do Reino de Deus,
Jesus declara aos seus discípulos: “vós sois o sal da terra” (v. 13) e
mais adiante “vós sois a luz do mundo” (v. 14). Como sal da terra, a
igreja tem a missão de preservá-la da corrupção, isso acontece por meio
do contato, não fomos chamados para vivermos longe da sociedade, mas
para estar inserido nela, sem, no entanto, se deixar contaminar pelos
seus valores invertidos (Jo. 17.15-17). A igreja deve ser sal, quando
isso não acontece, ela se torna insípida, sem sabor, perde sua
relevância. Ainda que o mundo não saiba, somente a Igreja pode
temperá-la, através da Palavra de Deus, a Verdade (Cl. 4.6). Em Mc. 9.50
fica evidenciado que é a paz entre os crentes que restaura o sabor do
sal que se tornou insípido. O sal que perde o seu sabor para nada presta
senão para ser lançado fora e pisado pelos homens, transformado em
asfalto. Muitas igrejas estão perdendo o sabor, ao invés de
influenciarem o mundo, são totalmente influenciadas por ele. Essas
igrejas não conseguem mais fazer a diferença entre o sagrado e o
profano. Tais igrejas se envolveram tanto em politicagem que perderam a
natureza profética; fizeram tantas concessões morais que não sabem mais o
que é pecado; estão tão centradas no material que perderam a esperança
no futuro. A Igreja também deva ser luz do mundo, mas somente poderá
fazê-lo se refletir a Luz, que é o próprio Cristo (Jo. 8.12; 9.5). A
Igreja deva agir em conformidade com os padrões do Senhor, a fim de que,
conforme aponta Paulo, seja irrepreensível e sincera, no meio de uma
geração corrompida e perversa, e resplandecer como luzeiro no mundo (Fp.
2.15). Jesus deu testemunho de João Batista, declarando que ele era uma
lâmpada que ardia e iluminava (Jo. 5.35). Do mesmo modo, cada discípulo
deve ser luz, por onde quer que ande, uma luz para que as pessoas
vejam, em nós, o resplendor da glória de Cristo. O discípulo não pode
ficar em baixo de um balde (alqueire), que era usado para medir
alimentos, mas no velador, uma espécie de suporte para sustentar a
lâmpada. Com essa afirmação o Senhor destaca a importância de ocupar os
lugares adequados para dar testemunho. Quando o discípulo de Cristo
ocupa os lugares apropriados para dar testemunho diante dos homens, e
esses vêem as suas boas obras, glorificam ao Pai que está nos céus (v.
16).
3. A EFICÁCIA DO TESTEMUNHO CRISTÃO
Para
dar testemunho eficaz, o cristão não pode se conformar com esse mundo,
antes experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm.
12.1). O inconformismo é um das características principais dos
verdadeiros discípulos do Senhor. Eles não se enquadram dentro dos
paradigmas estabelecidos pela sociedade anticristã. O cristão sabe que
foi chamado para ser santo, pois o Senhor diz repetidamente “Sede santos
porque eu sou santo” (Lv. 11.45; I Pe. 1.15-16). Essa santidade nada
tem a ver com uma fuga da realidade, ou mesmo da sociedade, mas de uma
transformação, que começa pela mente, pelo modo de ver o mundo (Rm.
12.2). Dentre os modelos mundanos com os quais não podemos nos conformar
destacamos: 1) pluralismo – a antiga declaração de que todos os
caminhos levam a Roma não se coaduna com os princípios cristãos, pois
declaramos, veementemente, que somente Jesus é o Caminho para o Pai, Ele
é, portanto, singular, não é apenas um grande, mas o Único (I Tm. 2.5);
2) materialismo – esse não apenas nega a realidade espiritual, mas o
próprio Deus, pois Deus é Espírito (Jo. 4.24). Não que a matéria seja
ruim, muito pelo contrário, pois o próprio Deus se fez carne, mas não
podemos pautar nossas vidas no materialismo, mas na simplicidade,
generosidade e contentamento (Fp. 4.11; I Tm. 6.6); 3) relativismo – a
ética moderna tende a negar os absolutos da verdade cristã, negando até
mesmo a possibilidade da verdade (Is. 5.20), mas o cristão sabe que a
vontade de Deus é soberana, mas que isso, é boa, perfeita e agradável,
por isso, a obedece por amor (Lc. 6.46; Jo. 14.21); e o 4) narcisismo – o
homem facilmente centra-se no “eu”, um dos sinais dos últimos tempos é
que as pessoas se tornariam “amantes de si mesmas” (II Tm. 3.2), em
resposta ao egocentrismo moderno, o cristão ama, não apenas em palavras,
mas em ação, cujo expoente é Deus (Jo. 3.16; Rm. 5.8; I Jo 3.16).
CONCLUSÃO
O
amor é o maior testemunho do cristão, nenhum testemunho é eficaz, a
menos que seja feito em amor. Sem amor, diz Paulo aos coríntios, nada
faz sentido (I Co. 13), a matemática de Deus é diferente, pois 1 + 1 + 1
+1 – 1 é igual a 0. Alguém pode até falar línguas, profetizar, conhecer
mistérios, toda a ciência, mas se não tiver amor, de nada adianta.
Jesus disse que seríamos conhecidos pelos frutos (Mt. 7.16), e um dos
aspectos do fruto do Espírito é o amor (Gl. 5.22), por isso, como disse
certo pensador cristão: “testemunhe, se preciso for use as palavras”.
BIBLIOGRAFIA
LADD, G. E. O evangelho do Reino. São Paulo: Shedd Publicações, 2008.
STOTT, J. O discípulo radical. Viçosa: Ultimato, 2011.
_________________________________________
AULA ONLINE COM O PR. LUIZ HENRIQUE