Dando continuidade ao estudo sobre Avivamento...
O Profeta
Habacuque escreveu o seu livro pouco antes do seu povo ser subjugado pelos
babilônios e levado em cativeiro. O povo de Israel vivia então em grande
declínio espiritual como é evidente em passagens como Habacuque 1.2-5.
Dentro deste
aspecto mostraremos:
O Ambiente do Avivamento
Oração
Profunda – Todos devem orar, e muito, por um avivamento poderoso,
glorioso e soberano.
Todos os
avivamentos da Bíblia e da história da Igreja foram marcados e conservados na
atmosfera da oração, jejum, arrependimento, confissão espontânea,
quebrantamento de espírito, humilhação diante de Deus e santidade.
A
Palavra de Deus – A Palavra de Deus abundante, fluente, poderosa,
revigorante e renovadora é o grande agente divino para o avivamento.
Louvor
no Espírito – Habacuque foi certamente um músico levita. Em 3.19, faz
alusão a “meus instrumentos de músicas”. Ele era um crente-músico, que dependia
primeiro da fé em Deus (2.4); e não primeiramente um músico-crente, que dependesse primeiro da
música.
Temor
de Deus – Sem uma renovação espiritual constante, o crente perde, aos
poucos, o repúdio ao pecado, a sensibilidade para com as coisas santas e o
temor a Deus. Isso afeta seriamente seus valores espirituais, principalmente a
santidade de vida e a retidão no viver cotidiano.
Os Fatos do Avivamento
O que Deus fez ontem pode fazer hoje
– Nos versículos 3-15, os atos de Deus em favor de Israel estão todos no tempo
passado! Deus fez! (Dt 33.2).
Se
humilhados, clamarmos a Deus dia e noite, haveremos de reviver o grande
avivamento que deu origem a Assembléia de Deus e a outras igrejas da mesma fé e
ordem no início do século XX.
Santidade – Deus é absolutamente
e infinitamente Santo, e seus seguidores também precisam ser santos. Ele não
modificou seus padrões. Infelizmente, hoje, fala-se muito em poder, mas pouco
em santidade, o que denota um falso evangelho; a santidade é um atributo de
Deus tanto quanto o seu poder.
Glória divina manifestada – A Igreja
é, no presente, a habitação de Deus (2 Co 6.16), assim como o foi Israel no
passado. “Glória na Igreja”, está dito em Efésios 3.21. Este é o propósito de
Deus. Mas a desobediência da Igreja e a sua transigência quanto às trevas
impedem o seu avivamento.
Milagres de curas – “Adiante
dEle ia a peste, e raios de fogo sob os pés”. As doenças fogem diante de Jesus.
Deus opera milagres, mas há milagres falsos e enganosos (Mt 7.22,23; 2 Ts 2.9;
Ap 13.13). Jesus preveniu duas vezes que é por seus frutos que os enganadores
são identificados, e não por seus milagres (Mt. 7.16,20).
Hoje, mais do que nunca, os falsos milagres estão enganando
muita gente.
A Continuação do Avivamento
A história
da Igreja mostra claramente que, vez por outra, ela atravessa períodos de
marasmo espiritual, apresentando frieza, abertura ao secularismo, liturgismo
por falta de vida, poder, fervor e unção que só o Espírito Santo comunica.
A Palavra de
Deus em Habacuque, fala-nos de alguns elementos espirituais que um avivamento
deve buscar e preservar a fim de que não desapareça.
Vemos agora
três aspectos para que o verdadeiro Avivamento seja contínuo na vida da Igreja:
1º Humilhação do povo diante de Deus –
A humildade de que Deus se agrada é primeiramente a de espírito e daí permeia
todo o seu ser (Is 57.15; 1 Pe 5.6). Quem é grande em si mesmo não pode ser
servo, e quem é servo não pode ser grande em si mesmo.
2º Fé inabalável em Deus – No avivamento
nem tudo são bênçãos, regozijo, maravilhas do Senhor. De muitas maneiras o
inimigo reage contra os santos e a fé é testada; porém, mesmo assim, o crente
fiel continua firme. O segredo é a fé e seus exercício segundo a palavra (Mt
9.29)
3º A força do Senhor – “Jeová, o
Senhor, é minha força” (Hb 3.19). Duas grandes lições divisam-se aqui. 1) A
responsabilidade pessoal de cada crente: “minha” ( e não apenas nossa); 2) O
crente que sempre depende do poder do Senhor (força).
- pelo Pr. Antonio Gilberto
Continuemos
a buscar do Senhor incessantemente por um verdadeiro avivamento, e ele
certamente virá.
Deus nos abençoe!
Orai por nós!
