A MORTE
PARA O VERDADEIRO CRISTÃO
Texto Áureo: Fp. 1.21 –
Leitura Bíblica: 1 Co. 15.51-57
Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
INTRODUÇÃO
Há um provérbio popular que diz: “só existem duas certezas na vida, a
morte e os impostos”. Essa é uma verdade, mas nem todos sabem lidar com elas,
principalmente com a morte, tema da lição de hoje. Por isso, nesta aula,
mostraremos o que a Bíblia diz a respeito da morte, tanto no Antigo quanto no
Novo Testamento. Ao final, destacaremos como o cristão verdadeiro se coloca
diante da morte.
1. A MORTE NO ANTIGO
TESTAMENTO
No Antigo Testamento, a palavra sheol é o termo
mais usado – 65 vezes – para se referir à morte. Mas nem sempre ela é traduzida
dessa forma, há contextos em que a melhor versão é “inferno” ou “sepultura”. Apenas
algumas passagens do Antigo Testamento se referem à consciência da vida depois
da morte, bem como à possibilidade de ressurreição. Essa incerteza pode ser
expressa na pergunta de Jó: morrendo o homem, tornará ele a viver? (Jó. 14.14).
Ainda que, esse mesmo patriarca, demonstre, em outro momento, sua esperança em
relação à ressurreição (Jó. 19.25). Em geral, os judeus tinham a convicção de
que, após a morte, seriam reunidos aos seus antepassados (Gn. 15.15). O autor
do Salmo 73, versículos 23 a 25, expressa seu desejo de estar eternamente na
presença de Deus. No Salmo 49, no versículo 15, o escritor sacro demonstra sua
fé na ressurreição: “Mas Deus remirá a minha alma do poder do Sheol, pois me
receberá”. A revelação mais explícita da imortalidade, e especificamente da
ressurreição, se encontra em Dn. 12.2: “E muitos dos que dormem no pó da terra
ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo
eterno”. O fato da doutrina da imortalidade e da consciência após a morte não
ser facilmente identificada no Antigo Testamento não quer dizer que essa não seja
uma realidade. Tal revelação não fora dada plenamente aos judeus, assim como a
da trindade, apenas no Novo Testamento essas doutrinas são descortinadas
através de Jesus Cristo (2 Tm. 1.10).
2. A MORTE NO NOVO
TESTAMENTO
No Novo Testamento, a palavra grega para morte é hades, equivalente da
palavra hebraica sheol. Jesus revelou que o hades tinha dois compartimentos, um
destinado ao crente e outro ao descrente (Lc. 16.23-26). Naquele lugar as
pessoas estão conscientes (Lc. 16.24), e uma vez ali, seu futuro está
determinado (Lc. 16.26, 28), não havendo possibilidade para remissão de pecados
por intercessão ou reencarnação (Hb. 9.27). Jesus revela que as pessoas somente
podem ter acesso à vida eterna através de Moisés e dos profetas, isto é, da
mensagem bíblica (Lc. 16.31). Diante de tal mensagem, o cristão não se
atemoriza diante da morte, pois, tal como Paulo, sabe que ao se ausentar deste
corpo, estará na presença do Senhor (2 Co. 5.8). Nada há para temer, nem mesmo
aqueles que matam o corpo, pois nada podem fazer contra a alma (Mt. 10.28).
Cristo é aquele que derrotou a morte, libertando os seus servos do temor da
morte (Hb. 2.14,15). Por esse motivo, morrer, na cosmovisão neotestamentária, é
estar com Cristo (Jo. 13.36), ir ao paraíso (Lc. 23.43). Sendo assim, não há o
que temer, pois estar com Cristo é consideravelmente melhor (Fp. 1.23). Na
verdade, felizes são aqueles que morrem no Senhor, pois descansarão das suas
fadigas (Ap. 14.13). O culto ao corpo, e o pavor diante da morte é resultado de
uma sociedade moderna, vítima da obsessão pela beleza e longevidade. O cristão,
diferentemente dos demais, é consciente que quando essa habitação temporária
for desfeita, ele tem, da parte de Deus, uma habitação eterna (Jo. 14.2,3; 2
Co. 5.1).
3. O VERDADEIRO CRISTÃO
DIANTE DA MORTE
Paulo passou pela experiência de estar diante da morte, e tinha
consciência dessa realidade (2 Tm. 4.6). Mas não perdeu a esperança, tendo em
vista que, assim como o autor da Epístola aos Hebreus, estava ancorado nas
promessas de Jesus (Hb. 6.19,20). O pensamento moderno fica apreensivo diante
da morte, para alguns filósofos, o ser humano foi criado para a morte, para
outros, ela não passa de um absurdo, algo sem significado. Mas o verdadeiro
cristão não se apavora diante da morte, pois ele sabe que essa foi vencida
através de Cristo no calvário (1 Co. 15.55). Ele não vive como os demais que
não têm esperança, antes aguarda a volta de Jesus para arrebatar a sua igreja
(1 Ts. 4.13-17). Naquela ocasião, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro
com um corpo incorruptível (1 Co. 15.42-44). Quando isso acontecer, como Jesus
dará aos seus um corpo espiritual (Lc. 24.39), semelhantes ao dEle (1 Jo. 3.2).
Isso acontecerá porque carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus (1 Co.
15.50). A Jerusalém Celestial espera os crentes, um dia essa ordem criada terá
um fim (2 Pe. 3.7-13), então, descerá dos céus a cidade do Rei Jesus (Ap. 21).
Naquela cidade não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, nem
templo, nem sol e luz (Ap. 21.4,5,22,23; 22.5). O verdadeiro cristão não teme a
morte, pois é um passageiro na terra, sua cidadania é do céu (Fp. 3.20). Ele
está com Cristo, que e a Ressurreição e a Vida, por isso, não morrerá (Jo.
11.25,26).
CONCLUSÃO
O homem moderno se angustia diante da morte, mas não o verdadeiro
cristão, pois a Palavra revela que essa é preciosa aos olhos do Senhor (Sl.
116.15), por isso, aqueles que morrem no Senhor são considerados
bem-aventurados (Ap. 14.13). Todos os que têm essa segurança sabem que nada os
separará do amor de Deus, nem mesmo a morte (Rm. 8.35-39). A mensagem do
evangelho é de esperança e conforto, pois Cristo morreu e ressuscitou, essa
verdade é motivo de consolação para o cristão diante da morte (1 Ts. 4.17;
5.11).
BIBLIOGRAFIA
LUTZER, E. Um minuto depois da
morte. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2011.
TADA, J. E. Céu: nosso
verdadeiro lar. São Paulo: Shedd Publicações, 2006.
